quinta-feira, 23 de agosto de 2012

EM entre Montalvão e o S. Silvestre finalmente vai ser arranjada

Estão a decorrer obras de requalificação da rede viária do concelho de Nisa que contemplam a pavimentação betuminosa de estradas e caminhos municipais.
Nestas obras são objecto de beneficiação as seguintes vias:
- Caminho Municipal 1176 que faz a ligação de Arês ao cruzamento com o cruzamento de Tolosa;
- Caminho Municipal 1005 que faz a ligação de Pé da Serra à Casa de Cantoneiros de Montalvão;
- "Estrada do Patalou" que faz a ligação de Nisa ao concelho de Castelo de Vide;
- Estrada Municipal 525, ligação de Montalvão ao concelho de Castelo de Vide.
Na reunião de 20 de Janeiro a Câmara Municipal aprovou o Plano de Trabalhos e o Cronograma Financeiro apresentados pela firma adjudicatária - Construções JJR&Filhos, S.A. O valor global da empreitada é de 709.106, 49 euros e o prazo de execução é de 150 dias.
NR: A notícia é de 23/5/2011. Demorou tempo, demasiado tempo, mas a estrada lá foi arranjada...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MEMÓRIA: Evocação de António Louro Carrilho nos 20 anos da sua morte


Já era tempo do home(m) / Já era tempo também / De dar pão a quem tem fome /Trabalho a quem o não tem. (1)
Domingo, 11 de Janeiro de 1992. Évora, cidade, acordara com um manto frio de neblina a inundar-lhe os poros. Em Nisa, no extremo norte do Alentejo, decorria a 1ª Feira do Mel.
É aqui, na plena agitação de um dia de feira que a notícia surge, a um tempo, seca, brutal e inesperada: morreu o António Louro Carrilho!
Um trágico acidente de viação roubara, em segundos, a vida de um jovem professor universitário, culto, determinado, irreverente, nascido em Salavessa (Nisa).
Lembro-me como se fosse ontem do impacto que a notícia causou, a tristeza e a comoção, a revolta e indignação por uma despedida da vida tão precoce como injusta.
O António Louro Carrilho não era uma pessoa qualquer. Aos 37 anos, percorrera, já, um longo e penoso caminho, cheio de obstáculos que ele ia torneando com a simplicidade e o voluntarismo, a mestria e a determinação de quem sabia que a felicidade tinha que ser conquistada.
De origem simples, rural, cedo compreendeu o esforço dos pais, emigrantes, para lhe darem uma vida melhor. Estudou no liceu em Castelo Branco, onde a sua presença, não passou despercebida, antes pelo contrário. Soube granjear amigos sem nunca se despojar das suas convicções. Na década de 70, em pleno período revolucionário, torna-se na voz e imagem das reivindicações estudantis na cidade albicastrense. As suas vindas à aldeia natal e a Nisa são sempre pretexto para intermináveis discussões sobre os "caminhos da Revolução". Adepto da "Revolução Cultural" chinesa e das ideias maoístas, António Carrilho, de longas barbas e cabelo revolto é a imagem inacabada do Che, com um poder de argumentação sempre vivo e acutilante. Não desprezava, antes estimulava, uma boa discussão, quando os interlocutores se lhe mostravam à altura.
A pretensa dureza e rigidez do seu discurso, escondiam o homem e futuro universitário que através do estudo da filosofia e da pedagogia iria debruçar-se como lema de vida, nas questões centrais da liberdade, da razão e da existência.
O revolucionário dogmático deu lugar ao militante do espírito, da compreensão do mundo, do humanismo, numa abordagem multidisciplinar e plural que nunca abandonou.
Frequenta a Universidade de Coimbra onde conclui a licenciatura em Filosofia (1979) e mais tarde (1988) o Mestrado com uma tese "Filosofia e pedagogia no pensamento de Delfim Santos" que obteve a classificação de Muito Bom. A Universidade de Évora acolhe-o como professor assistente e desde logo o seu espírito trabalhador e metódico é notado, tendo iniciado uma carreira académica plena de sucesso.
O seu talento de investigador é premiado como bolseiro da Gulbenkian tendo efectuado diversos trabalhos de investigação na Universidade Católica de Lovaina (Bélgica).
Dessa estadia em Louvaina, Mário Mesquita oferece-nos, num breve relato, alguns aspectos da personalidade de António Louro carrilho, seu companheiro de investigação.
"O que me surpreendia no António era a forma exemplar como conjugava a disciplina no trabalho académico com as outras mil e uma questões a que dedicava atenção e interesse: desde o desporto (jogou futebol na terceira divisão) à apicultura… Era bem curiosa a forma ágil como mudava do registo exigente da reflexão inerente ao seu trabalho universitário para o não menos exigente discurso acerca das pequenas questões do quotidiano … ".
António Louro Carrilho não esgota as suas preocupações unicamente no trabalho universitário. A filosofia e o fenómeno da comunicação levam-no a publicar livros sobre Antero, Régio, Delfim Santos e Sartre e a produzir diversos artigos tanto em revistas da especialidade como a "Vértice" ou a "Economia e Sociologia", como em jornais, desde "O Giraldo" ao "Ecos do Sor" e à revista cultural de Portalegre "A Cidade".
Na área da Pedagogia publica "A formação de professores na Universidade de Évora" na Revista Portuguesa de Pedagogia e "Quem tem medo da Filosofia no ensino secundário" n´O Jornal da Educação – Suplemento do Jornal de Letras.
António Louro Carrilho preparava o doutoramento com um trabalho de investigação sobre "Filosofia, Comunicação e Pedagogia – Por uma Pedagogia de Relação Interlocutiva".
Muito apegado à sua aldeia, Salavessa, António Carrilho dedicava-se à apicultura, pretexto para as constantes visitas que fazia ao concelho de Nisa e na quais aproveitava não só para os trabalhos com as abelhas e as colmeias, mas para se embrenhar e participar como cidadão activo e empenhado nos problemas da sua terra.
Do seu esforço persistente e recolha sobre a obra do poeta popular José António Vitorino – o Ti Zé do Santo - nasceu o livro "Terra Pousia", e nele escreveu António Carrilho, no prefácio:
"A cultura popular é a mais simples, a mais pura, a mais verdadeira, porque nasce de uma relação espontânea do homem com a natureza, a vida e a sociedade. Não está contaminada pelas vontades dos barões da crítica, não é forjada segundo o estilo das bigornas dos catedráticos, não se passeia pelos salões das academias".
E remata, como falando de si próprio: "Faz-se com a mesma humildade, empenho e vigor com que o homem agarrado à rabiça do arado, rasga a terra pousia para nela lançar as sementes geradoras do pão de cada dia".
António Louro Carrilho era um homem frontal e solidário, um professor que prestigiou com o seu trabalho, a Universidade. Um cidadão comprometido com os problemas da sua terra, da sua região e do seu país. O concelho de Nisa perdeu, há vinte anos, um filho e um professor de mérito, cuja memória aqui evocamos e que vai perdurar pelos tempos fora.
(1) – Vitorino, José António – in "Terra Pousia" - 1996

António Louro Carrilho – A Obra
Filosofia
1 – "Sartre – a liberdade e o indivíduo como imperativos éticos" – Ecos do Sor – 12/5/1980
2 – "Coordenadas filosóficas no pensamento de José Régio" – A Cidade – Outubro de 1984
3 – "Antero do Quental e o Socialismo – Subsídios para a compreensão do seu pensamento político" – Edição de Autor – Évora, 1985
4 – "A técnica sob a alçada da teoria crítica em Jurgen Habermas" – Economia e Sociologia – Évora – nº 41 – 1986
5 – "O problema da liberdade na filosofia de Sartre" – Economia e Sociologia – Évora nº 47 – 1989
6 – "Delfim Santos e a filosofia portuguesa" – Vértice – Lisboa, II Série nº 12 – 1989
7 –" Je zappe donc je suis ou a televisão na afirmação do eu pela via do telecomando" – Vértice, Lisboa, II Série, nº 47 – 1992
Educação
8 – "A formação de professores na Universidade de Évora" – Revista Portuguesa de Pedagogia – Coimbra, 1984
9 - "A formação de professores na Universidade de Évora" – Informação Interna – U. Évora – 15 Fevereiro 1985
10 – "O estudo epistemológico da pedagogia em Delfim Santos" – revista Portuguesa de Pedagogia – Coimbra, 1988.
11 –" Quem tem medo da filosofia no ensino secundário?" (1) – "O Giraldo" – Évora – 9/3/1988
12 –" Quem tem medo da filosofia no ensino secundário?" (2) – "O Giraldo" – Évora – 24/3/1988
13 –" Quem tem medo da filosofia no ensino secundário?" (1) – O Jornal da Educação – Supl. Nº 2 ao JL - Jornal de Letras – 26 de Março a 4 de Abril de 1988
Mário Mendes in  Á Flor da Pele - "Alto Alentejo" - 18/1/2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

MONTALVÃO: 500 anos do Foral

2012 é ano de comemorações dos 500 anos dos Forais de Nisa e de Montalvão. No caso de Montalvão, o processo de comemorações a realizar no próximo ano foi já iniciado através de duas associações daquela freguesia que marcaram para sábado, dia 25, sessões de esclarecimento, procurando envolver a população nas celebrações de tão importante acontecimento.
Assim, por iniciativa da Associação Salavessa Viva realiza-se uma sessão pelas 15 horas, no edifício da ex-Escola Primária em Salavessa.
Mais tarde, pelas 17,30 h na antiga Escola de Montalvão, organizada pela Associação Vamos à Vila terá lugar nova reunião, tendo por objectivo elucidar a população sobre a importância do documento, assinado em 1512 pelo rei D. Manuel I.
Ambas as sessões (em Salavessa e Montalvão) serão conduzidas por Carla Sequeira do Museu do Bordado e do Barro de Nisa.
A Carta de Foral de Montalvão foi concedida pelo rei D. Manuel I em 22 de Novembro de 1512, reconhecendo, assim, a importância desta vila.
"Portal de Nisa" - 25/6/2011

sábado, 18 de agosto de 2012

OPINIÃO: "Lembras-te do Zé da Silva?"

Foi com esta pergunta que um amigo me abordou, há dias.
O Zé da Silva? Claro que me lembrava do Zé da Silva.
A memória recuou, dez, vinte, trinta anos e lá estávamos nós em Montalvão, na Salavessa, em Nisa, em todas as terras do concelho e outras do distrito, nos tempos de utopia e criação revolucionária, que se seguiram ao 25 de Abril.
O José da Silva Costa no auge da irreverência dos seus 18 anos, cabeleira loura, espessa e longa, "à beatle", queria, tal como todos nós, "mudar o mundo", fazer a revolução socialista, expressa em palavras de ordem como " a terra a quem a trabalha" e tantas outras.
A dureza do trabalho nos campos e a magreza dos salários do trabalhador rural, a emigração para França, a guerra colonial, era a realidade de uma terra, a sua, onde se ouviam histórias intermináveis, sobre a odisseia do contrabando, os relatos dramáticos da guerra civil espanhola, com o ribombar dos canhões, a ouvirem-se, ali bem perto, do outro lado do Sever, a perseguição e o exílio dos republicanos, dos "rojos", muitos deles acolhidos nas povoações da raia.
Não foi, por isso, difícil, antes, natural, ao Zé da Silva, fazer a sua opção política, ainda bastante jovem e no tempo de todas as ideias e inquietações.
Um tractor, um coreto, escada ou pequena elevação onde pudesse sobressair a "voz dos oradores" tudo servia para, nesses tempos de febril agitação, falar às pessoas e tentar passar-lhes a mensagem política e incutir-lhes a ideia de participação na "coisa pública".
Sem estudos por aí além, mas já imbuído do gosto e do prazer pela leitura, o Zé da Silva, surpreendia-nos, amiúde, pelas tiradas filosóficas e pelo arrojo da argumentação, ainda que, o seu espírito militante, fosse orientado noutras direcções.
De um momento para outro, deixei de ver o Zé da Silva. Como muitos jovens deste concelho e país, não esperou para ver o futuro acontecer. Partiu, foi à procura dele. Soube que estivera nos EUA, que de quando em vez vinha a Montalvão, mas há muitos, muitos anos, que o não via.
Até que… Lembraste do Zé da Silva? Claro que lembrava. Ali estava ele, trinta anos depois, à minha frente, primeiro, na plateia dos "opositores" (o único, por sinal) ao titular da cadeira do concurso da RTP "Um contra todos".
Era ele, sem dúvida. O mesmo ar sereno, as ideias amadurecidas, a dialéctica sempre actuante e as respostas a surgirem, certeiras e precisas.
Era fácil adivinhar – conhecendo o Zé da Silva -, onde aquilo iria terminar. Vinte e seis perguntas, sem um trunfo ou uma falha, sequer. Algumas, de domínios do saber que, especialistas, provavelmente, não acertariam. Mas, o Zé da Silva, serena e desconcertantemente, assim como que a dizer que não estava ali, ia falando do seu Alentejo, das suas vivências e das suas raízes, perante a admiração, quase embevecida, do José Carlos Malato.
Foi, pois, sem surpresa, que se sentou na cadeira de concorrente e de onde, com a mesma calma e descontracção, "viajou" até à memória dos seus pais e avós, às histórias que ouvira sobre a "Raia dos Medos", e daí, com desassombro, elogiou os trabalhos para a televisão de Moita Flores, numa crítica, directa e implícita à própria RTP.
O Zé da Silva venceu o concurso. Não me perguntem, quantos mil euros, levou para casa.
Por mim, fiquei feliz, por revisitá-lo, mesmo através da televisão. Não tanto pelo dinheiro que ganhou, mas, apenas, por saber que, trinta anos depois, aquele "bichinho" que se introduziu em nós e chamado utopia, continua bem vivo.
E que, ali, perante uma imensa plateia, que é o "país televisivo", o Zé da Silva mais não fez do que ser igual a si próprio: um cidadão do mundo e alentejano da raia, do Sever, já sem fantasmas nem medos e, hoje, um traço de união.
João da Cruz - Jornal de Nisa nº 222 - Jan.2007

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

MEMÓRIA - Assalto à Ermida da Senhora dos Remédios

É mais um assalto e roubo de arte sacra perpetrado contra o património concelhio.
A ermida de Nossa Senhora dos Remédios, a quatro quilómetros de Montalvão foi assaltada e dela os larápios levaram duas imagens de arte sacra, as imagens de São Caetano e de São Simão, ambas de apreciável valor, não apenas monetário, mas, sobretudo, afectivo e patrimonial.
Para conseguirem os seus intentos, os meliantes introduziram-se no edifício religioso tendo para o efeito arrombado uma porta lateral. Depois, no interior, danificaram mais uma porta até conseguirem chegar às imagens que acabaram por furtar, actuando com grande à vontade.
O assalto à ermida e o roubo das imagens apenas foi conhecido no passado dia 1 de Outubro quando alguns elementos da Irmandade da Senhora dos Remédios se deslocaram ao local para procederem a arrumações e limpeza da capela, após a romaria anual ali realizada no passado dia 8 de Setembro, como demos conta em reportagem no "Jornal de Nisa".
Perante a surpresa e a revolta, os elementos da Irmandade resolveram levar para lugar seguro, as restantes imagens e outros objectos de valor, temendo que a ermida pudesse, de novo, ser "visitada" pelos amigos do alheio.
O assalto foi comunicado à GNR que se deslocou ao local, bem como à Polícia Judiciária que esteve no terreno para recolher indícios de prova que possa levar à identificação e captura dos assaltantes.
Os membros da irmandade da Senhora dos Remédios não escondem a sua decepção, tristeza e indignação perante o acontecido, tanto mais que se haviam empenhado para dar o maior brilho e solenidade às cerimónias religiosas e romaria realizada no dia 8 de Setembro e que levaram muitas centenas de montalvanenses e outros visitantes ao recinto da capela.
Para além do furto das imagens, uma perda de grande valor, os danos e prejuízos são de alguma monta, dado que uma das portas danificadas terá de ser reposta de raiz.
Mário Mendes - in "Jornal de Nisa" - nº 264 - 8 Out. 08

domingo, 12 de agosto de 2012

MONTALVÃO viveu a Festa da Senhora dos Remédios




Montalvão voltou a reviver os dias de festa e a juntar muitos dos seus filhos espalhados pelo país. As festas populares iniciaram-se no dia 4, sexta-feira, não faltando a música, os espectáculos taurinos, como é da tradição em terras raianas e tiveram o seu ponto mais alto e solene na terça-feira, dia 8, consagrado à romaria da Senhora dos Remédios.
Sob um sol abrasador foram muitas as pessoas que ocorreram à capelinha situada a 3 quilómetros de Montalvão. Juntaram-se debaixo das escassas sombras proporcionadas pelos eucaliptos, conversaram, petiscaram e beberam, animando o vasto recinto em redor da capela.
Muitos vieram do concelho de Cascais e de outros concelhos da grande Lisboa, onde estão radicados há muitos anos. Fazem da romaria um ponto de encontro com a terra-mãe, a visita aos familiares e um momento de recolhimento para agradecerem à Senhora, os "remédios" recebidos.
É assim todos os anos, faça chuva ou faça sol.
Cá fora, um imponente veado oferecido à Comissão Paroquial era revolvido no assador, enquanto numa barraquinha próxima duas mulheres, mãe e filha, vendiam recordações da festa. Portas chaves, camisolas, livros, gravuras e bolos oferecidos pelas montalvanenses, as deliciosas cavacas e não menos saborosas broas de mel, feitas exclusivamente para serem ofertadas à Comissão Paroquial com o fito da obtenção de fundos.
A romaria e a manutenção da capela têm os seus custos e são estas dádivas, estes "produtos" que ajudam a manter a tradição.
Espalhados pelo recinto e aguardando a chamada, viam-se crianças e jovens da banda União Artística de Castelo de Vide que vieram propositadamente para animar a festa e acompanhar a procissão.
O senhor padre José da Costa presidiu às celebrações religiosas. A missa, na qual participaram muitas dezenas de fiéis, teve lugar no exterior da capela, sob uma estrutura colocada para minimizar os efeitos dos raios solares.
Após a celebração da missa, realizou-se a procissão em redor da capela. Um momento de especial significado para homens, mulheres, jovens e crianças que se deslocaram até à Senhora dos Remédios. Ao ritmo compassado da banda de Castelo de Vide, os romeiros
acompanharam, em silêncio e devoção, o andor com a imagem religiosa venerada em Montalvão.
Depois, foi o anúncio da despedida, a promessa de voltarem no próximo ano.
Mário Mendes in "O Distrito de Portalegre"  - 12/9/2009