quarta-feira, 10 de abril de 2013

SALAVESSA: Faleceu Mário Carrilho Louro



Em Salavessa (Nisa) de onde era natural e residiu grande parte da sua vida, faleceu na segunda-feira, dia 8, o senhor Mário Carrilho Pereira Louro, de 74 anos, antigo proprietário e agricultor, pessoa muito estimada em toda a freguesia de Montalvão.
Para além da sua permanente disponibilidade para ajudar a quem a ele recorresse, Mário Carrilho Louro foi autarca, tendo integrado o executivo da Junta de Freguesia de Montalvão, eleito quer em lista da CDU, quer pelo PS. Foi ainda membro da Assembleia Municipal de Nisa, onde apresentou diversos problemas da freguesia de Montalvão.
O funeral de Mário Carrilho Pereira Louro, realizado na terça-feira, constituiu uma participada manifestação de pesar e de reconhecimento ao cidadão e ao autarca que em vida soube lutar pelos interesses da terra e da freguesia que foi a sua durante muitos anos.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

MONTALVÃO: Romaria de S. Silvestre não se realiza este ano


As Juntas de Freguesia de Montalvão (Nisa) e de  Póvoa e Meadas (Castelo de Vide) anunciaram em conjunto ter decidido não realizar este ano a tradicional Romaria de S. Silvestre que habitualmente tem lugar no Domingo de Pascoela.
A decisão fica a dever-se "ao mau tempo que se fez sentir nos últimos dias nas nossas freguesias" e que afectou fortemente os acessos ao local da ermida.
Os dois autarcas pedem aos seus fregueses "desculpa pelo acontecido" e adiantam entender que "as tradições são para manter e dar cumprimento às mesmas mas na situação actual é impossível".
Ermida de S. Silvestre
Situada no termo de Montalvão, a Ermida de S. Silvestre fica perto (cerca de 2,5 kms) de Póvoa e Meadas. A edificação actual foi mandada reconstruir, com autorização da Diocese, por Eduardo Fragoso, proprietário agrícola natural de Póvoa e Meadas e dono do Vale de São Silvestre. Na altura foram acrecentados uma sacristia e um alpendre.
Segundo uma nota de Elisabete Arez (1994), “a romaria á Ermida de S. Silvestre perde-se no tempo, mas o fervor da devoção ao Santo avivou-se depois da reconstrução da capela. Para comemorar tal feito, foi celebrada uma grande missa pelos párocos das duas freguesias – Póvoa e Montalvão – com procissão ao longo de toda a azinhaga (desde a estrada até á capela) e comprado um Santo novo, desta feita de barro, vestido de branco já que S. Silvestre fora Papa”
“Era costume nesta romaria levar-se o gado a benzer para este se criar bem, ter boas crias e também oferecer para leilão a melhor rês e bons chouriços, muitos deles feitos de propósito para a ocasião”.
“Dando três voltas à capela, à chegada, e outra tantas á partida em jeito de cumprimento ao Santo, assistia-se à missa, à procissão, ás ofertas e leilões e estendia-se a merenda toda a tarde, não faltando na toalha a tradicional freira – bolo de forma redonda com um ovo ao centro e uma cruz da massa do bolo por cima do ovo”.
A história da romaria
De acordo com a mesma nota, “a romaria à Ermida de S. Silvestre perde-se no tempo, mas o fervor da devoção ao Santo avivou-se depois da reconstrução da capela. Para comemorar tal feito, foi celebrada uma grande missa pelos párocos das duas freguesias – Póvoa e Montalvão – com procissão ao longo de toda a azinhaga (desde a estrada até à capela) e comprado um Santo novo, desta feita de barro, vestido de branco já que S. Silvestre fora Papa”.
“Entre a Póvoa e Montalvão sempre houve muitas rixas, mas esta questão do S. Silvestre veio ainda reforçar o “ódio de estimação”entre as duas freguesias. “Diz-se que as gentes de Montalvão tinham tanta”raiva”ás da Póvoa, por terem sido estes a reconstruir a capela e a comprar um Santo novo, que até insistiram em ter o antigo (de madeira) na sacristia para lhe fazerem as oferendas. Lá diziam eles que “Santos de barro não fazem milagres”.
“Por causa destas e outras desavenças entre os dois Povos, é aqui nesta romaria, que começam as famosas brigas de pau e pedra em que as azinheiras, na azinhaga que liga a Capela à estrada, ficavam completamente desfolhadas”.
“Por a Póvoa ser famosa em ter as mais belas raparigas dos arredores, era esta romaria muito visitada. Vestidas com os seus” fatos de Carnaval”, saia encarnada bordada, xailes lindíssimos nas costas e com todo o ouro ao peito eram mais um motivo de desavença entre os rapazes, que ponham todo o fervor numa desgarrada bem cantada e improvisada mas acabando sempre em insultos entre eles e claro numas boas pauladas e pedradas”.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Passeio Pedestre Fotográfico "Entre Azenhas"


A Associação Vamos à Vila (Montalvão) promove no dia 4 de Maio naquela localidade raiana, um Passeio Pedestre Fotográfico intitulado "Entre Azenhas".
O passeio pedestre terá uma extensão de 6,5 Km e uma duração prevista de duas horas e meia, com um grau de dificuldade fácil/médio.
A concentração terá lugar pelas 8, 30h junto à antiga escola (sede da Associação) onde se iniciará o passeio, estando a chegada prevista para as 12,30h.
Segue-se um almoço convívio e animação musical. A iniciativa tem o apoio da Junta de Freguesia de Montalvão e os interessados poderão obter mais informações e inscrever-se através do site da Vamos à Vila em http://www.vamosavila.com