segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Colóquio e Exposição na Casa do Povo sobre a Arte Chocalheira



OPINIÃO - Montalvão-Cedillo: Uma Pont(a)e de Esperança

No final do mês de Julho, a presidente da Câmara Municipal de Nisa, Idalina Trindade (PS) recebeu nos Passos do Concelho uma comitiva da Diputacion de Cáceres (órgão do governo regional) liderada pela presidente Rosário Cordero, tendo como principal tema na agenda a ligação transfronteiriça sobre o rio Sever ligando as duas regiões (Nisa e Cáceres).
Pela primeira vez, em muitos anos, que nos deparamos com uma enorme vontade política das duas partes em executar a obra que muita gente anseia.
A modificação que agora se verifica é fruto das ultimas eleições autonómicas/municipais em Espanha, que elegeu Rosário Cordero (PSOE) como presidente da diputacion, uma mulher de uma enorme sensibilidade e visão de futuro, como se pode atestar pelas suas primeiras ações politicas, com destaque para a visita aos vários concelhos da raia portuguesa, com os quais pretende manter uma estreita ligação e cooperação, pelo que nos dá a entender.
Do lado de cá (Nisa) também se sabe que existe no atual executivo uma real vontade em levar para a frente este projeto, o mesmo será dizer que as questões políticas colocadas anteriormente estão ultrapassadas, e isso é meio caminho para se poder concretizar o sonho das duas comunidades. Apesar de haver um grande entrave, que poderá em breve ser desbloqueado, espero eu, que é a questão não menos importante em relação ao financiamento da mesma, já que o anterior executivo de Cáceres (Partido Popular) devolveu à União Europeia os fundos que estavam alocados ao projeto inicial para a construção da ponte internacional sobre o rio Sever, por considerar que a mesma não era prioritária, para alem de ser muito dispendiosa e não trazer desenvolvimento acrescido para a sua região.
Saber ler os sinais que nos são apresentados, é fundamental para construir uma relação duradoira no médio e longo prazo, tal como na vida em geral, devemos seguir a mesma lógica na política. Por isso, neste caso, devemos acolher com as duas mãos e saber projetar esta nova fase das relações institucionais entre Nisa e Cáceres, e delas tirar os devidos dividendos.
Nunca como agora a cooperação entre povos foi tão necessária, porque juntos temos outra dimensão e podemos projetar mais longe a nossa voz (poder), e chegar com outro autoridade negocial junto das instituições centrais. É por aí que passa o nosso futuro, estabelecer parcerias e construir novas pontes que nos possam levar a um futuro mais próspero, e a gente desta raia esquecida, bem merecem.
Não podemos continuar neste impasse, necessitamos de desenvolvimento real, como pão para a boca, e isso também é fruto da ousadia dos líderes das comunidades que nos representam, lancem mãos à obra, a população agradecerá o vosso empenho e dedicação.
A esperança é uma miragem para a outra margem.
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

terça-feira, 23 de junho de 2015

APELO: A igreja Matriz de Montalvão – Um património a preservar

“Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.

E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.

Por mais que me tanjas perto,
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.”
Fernando Pessoa
Ao longe, no campo, fora da população ouvem-se os sinos da igreja. Por quem os sinos dobram? Questionamos logo.
 O som do sino da igreja da minha terra era outrora mais do que um toque, era informação instantânea, numa época em que nem havia eletricidade, quando mais internet, facebook ou twitter para comunicar acontecimentos relevantes para a população, era tão importante na época, que hoje em dia até nos esquecemos que a igreja tem um sino, sintomas do avanço tecnológico.
Mas era ao som deste peculiar instrumento que se davam a conhecer à restante comunidade, vários acontecimentos de índole social como a morte, o casamento, o baptizado de qualquer dos seus membros, ou o alerta de perigo iminente (fogo, invasão, ataque, etc.).
Ao percorremos as ruas de Montalvão, verificamos que a sua centralidade encontra-se, ao contrário de outras vilas e aldeias do nosso país, não no rossio ou praça central, mas sim na sua igreja matriz, ou melhor na “Porta da Igreja”- ponto de encontro por excelência entre os seus habitantes. A sua relevância vai para além das questões religiosas, tornando-se num ponto de encontro entre pessoas, que convivem e partilham informação, que de outra forma ficaria perdida.

Por aquilo que aqui descrevi posso-vos dizer, que a igreja Matriz de Montalvão, também conhecida nos meios eclesiástico como igreja em honra de Nossa Senhora da Graça, é mais do que um edifício classificado com interesse municipal (desde 1977), é pois um património material e imaterial valiosíssimo que muitos desconhecem e é preciso preservar. São mais do que Paredes, chão, portas, são tesouros de vidas, momentos, que passaram por ali, e que continuarão a passar, entre as várias gerações de Montalvanenses, que se orgulham do passado desta terra e do seu património.
Por isso foi criado, nestes últimos meses, através do impulso da comunidade civil, em parceria com várias entidades oficiais uma comissão para levar acabo obras de restauro na Igreja matriz de Montalvão, estando neste momento a decorrer a angariação de fundos, para fazer face a esta nobre tarefa, tendo como ponto de partida festivo a realização do 1º encontro de coros ibéricos no próximo Sábado dia 27 de Junho. Sob o lema “Todos juntos, cuidamos melhor”, deixo aqui o apelo, para que todos façam o seu donativo, porque juntos conseguimos!
Cuidar do património é um ato de cidadania, bem hajam a quem tomou a iniciativa.
José Leandro Lopes Semedo

quinta-feira, 21 de maio de 2015

OPINIÃO: O Ti Bento (Homenagem póstuma)

 “O homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.” Thiago de Mello
Ao longo da vida soube construir, como poucos, pontes de afetos, de confiança, de respeito mutuo. Sabia ouvir, com a sabedoria dos homens bons, para depois decidir em conformidade com as necessidades da comunidade. Sempre em prol do bem comum. Sempre em defesa das suas gentes, do seu património material e imaterial. E por todos era respeitado, e entre a população carinhosamente tratado por “Ti Bento”. Um verdadeiro autarca em toda a sua dimensão, próximo de todos e dos seus problemas e anseios.
O “Ti Bento” - Bento Rafael Miguéns deixou-nos, esta semana. Montalvão e a sua freguesia ficaram mais pobres, perdeu-se um referencial do poder local. 
De todos os autarcas que passaram pela junta de freguesia de Montalvão, podemos dizer sem margem para dúvidas, que foi o único trouxe uma nova maneira de pensar o poder local, efetivamente, pretendeu construir um rumo diferente para que esta terra alcança-se o tão prometido desenvolvimento.
Em 1993 – numa entrevista - que resgatamos dos arquivos da Câmara Municipal de Nisa - que deu ao jornal “A Raia”, o “Ti Bento” realçava as suas preocupações e anseios para esta comunidade, quando apontava nesse seu discurso direto, quatro aspetos que entendia como relevantes para a freguesia:
 - No campo do desenvolvimento económico a construção da ponte entre Montalvão e Cedilho;
 - A relevância das relações bilaterais e transfronteiriças entre Montalvão e Cedilho;
 - No campo social a luta por melhor saúde – reivindicando ao poder central, mais médicos e mais meios de diagnóstico;
 – A preocupação com os mais velhos - dando o apoio no arranque para a construção do lar de idoso.
Deixo assim à minha maneira a minha modesta e sincera homenagem a este grande amigo e Montalvanense, o Presidente Bento Rafael Miguéns. Humildemente, curvo-me perante a sua memória e a sua alma. Sentidas condolências à família.
JOSÉ LEANDRO LOPES SEMEDO

sexta-feira, 8 de maio de 2015

MONTALVÃO: 1º Passeio Equestre e 2º Passeio Pedestre /Fotográfico

 No dia 16 de Maio a Associação Cultural “Vamos à Vila” promove um conjunto de iniciativas que incluem um passeio equestre, um passeio pedestre, um mini percurso infantil e um concerto da Big Band do Conservatório Regional de Castelo Branco, dirigida pelo Maestro Pedro Ladeira.
Este evento insere-se nas actividades que esta Associação tem organizado não só para os associados, como para o público em geral.
Para mais informações e inscrição consulte www.vamosavila.com ou no facebook da “Vamos à Vila”.

 INFORMAÇÕES
* Percurso equestre (destinado a participantes com montada própria)
Distância: 22km
Dificuldade: média
Concentração: 8h30
Partida do recinto das festas |Vale de Ordens | Srª dos Remédios | Fajã | Rio Tejo |
Barragem de Cedillo | Rio Sever | Casa do Povo de Montalvão
NOTA: Na hora da partida, os cavaleiros deverão entregar um cabrestão à organização, que se encarrregará de o levar para o local onde os cavalos ficarão durante a hora de almoço.
* Percurso Pedestre/Fotográfico
Distância: 13km
Dificuldade: média
Concentração: 08h30
Partida do recinto das festas | Vale de Ordens | Palmeirinha | Pai Lázaro | Barreiros Vermelhos | Casa do Povo de Montalvão
Aconselha-se o uso de calçado e roupa adequada; chapéu e protector solar.
* Mini Percurso (urbano)

Percurso urbano por Montalvão

quinta-feira, 16 de abril de 2015

MONTALVÃO EM LISBOA - Taberna à Lapa: O Alentejo ao virar da esquina

Entre os bairros de Santos e da Lapa há um cantinho norte alentejano que dá a provar os comes e bebes da região. Uma espécie de taberna à moda antiga mas com um toque elegante que leva à mesa enchidos, presuntos, queijos e vinhos, a maior parte de Nisa e Portalegre. Nesta casa o Alentejo serve-se frio mas cheio de sabor.
Há muito que Lisboa se rendeu aos sabores alentejanos mas só algumas casas da capital podem gabar-se de ter os produtos mais autênticos e genuínos. A Taberna à Lapa é seguramente uma delas ou não tivessem os donos corrido o Alto Alentejo de fio a pavio à procura das melhores fábricas de enchidos, das queijarias mais tradicionais e das adegas que vale a pena conhecer.

Depois de descobrirem alguns dos segredos mais bem guardados da região, Susana e Tiago Costa (ela alentejana de gema, ele com uma costela) decidiram apresentá-los nesta espécie de taberna reinventada, aberta desde janeiro de 2015 mas inaugurada um mês depois. Fica mais ou menos a meio caminho entre Santos-o-Velho e a Lapa (rua Garcia da Horta, nº 12) e já ganhou fama entre os amigos dos petiscos e do convívio.
Recordações do Alentejo
Quem vive ou tem raízes no Alentejo rapidamente percebe que a casa foi buscar inspiração às tabernas típicas da região. Pipas e garrafões de vinho, cabaças, potes de azeite, peças de olaria e outros objetos típicos foram trazidos de Montalvão (a aldeia de Cláudia, no concelho de Nisa) para embelezar o espaço ao jeito alentejano. A esta decoração junta-se ainda o chão à moda antiga, as toalhas aos quadrados verdes e até um presunto pendurado junto ao teto.

Uma mão cheia de mesas (incluindo a pipa de vinho transformada para o efeito) ocupa a maioria do espaço, amplo e luminoso. Em dias de bom tempo uma portada abre-se para a rua e faz as delícias dos visitantes, sobretudo os turistas, que ficam a ver passar as pessoas e o icónico elétrico 28. Incontornáveis são também o balcão em madeira com tampo de mármore (não há taberna alentejana que não tenha um) e a montra de produtos que convida a degustações no momento ou em qualquer outra altura. É que quase tudo (dos enchidos e queijos ao mel e azeites) pode ser levado para casa ou oferecido aos amigos.
O ambiente não podia ser mais descontraído e eclético, numa curiosa mistura entre moradores do bairro e estrangeiros provenientes dos quatro cantos do mundo. Mas também há alentejanos de outras partes da cidade que passam por lá só para matar saudades dos sabores autênticos da região. E quem vai uma vez acaba quase sempre por voltar…
Pequenos produtores, grandes sabores

A ementa, totalmente composta por tapas e petiscos, fala alentejano quase de uma ponta a outra. A começar pelas tábuas, espécie de ex-líbris da casa apresentado em várias combinações, ora só com queijos (três tipos), ora com enchidos (como painho ou chouriço de porco preto) ou presuntos (bolota ou reserva), ora com um pouco de cada. Quem preferir doses mais pequenas ou tiver mais pressa também pode pedir um pratinho individual ou optar por sandes, tostas e tostinhas, sempre com pão alentejano.
Seguem-se dois pratos de grelhados - telha de enchidos e assadeira - ambos com linguiça, farinheira e cacholeira, espécie de chouriço de sangue pouco visto noutras casas de Lisboa. Saltando as fronteiras do Alentejo chegamos às saladas (destaque para a de polvo) e para a lista quase infindável de enlatados. Entre as muitas opções à disposição encontramos, por exemplo, atum posta natural dos Açores, sardinhas e cavalas em azeite biológico, polvo de caldeirada e lulas recheadas à portuguesa.

Na carta de vinhos também há néctares do Douro e da região de Setúbal, mas o Alentejo volta a assumir protagonismo, tanto com marcas consagradas como com outras quase desconhecidas, caso do vinho da casa, produzido na região de São Mamede pela Casa da Urra. Antes da despedida vale a pena provar um doce regional, como a boleima de maçã ou as queijadas de Nisa, mais dois produtos trazidos diretamente da origem. E assim, os bairros de Santos e da Lapa aproximaram-se mais um pouco do Alentejo.
Nelson Jerónimo Rodrigues in www.lifecooler.com - 15/4/2015

quinta-feira, 9 de abril de 2015

SALAVESSA: Chocalhada assinala o "Sábado de Aleluia"







No passado sábado a população de Salavessa mais uma vez se reuniu para assinalar a tradicional “Chocalhada”.
Às 11h00 as badaladas do sino da igreja foram o mote para o arranque de mais uma “chocalhada” que reuniu a população residente e aqueles que por esta época festiva visitam os seus familiares e “matam saudades” da sua terra.
Algumas dezenas de convivas percorreram os cerca de 3 km assinalando a sua passagem com o toque dos chocalhos e campainhas, aproveitando para por a conversa em dia, numa jornada de convívio que, anualmente, continua a perdurar.
Passada uma hora desde o início, a chegada ao largo da igreja e ao som dos acordes ensurdecedores terminou mais uma célebre Chocalhada em Salavessa.


Com apoio da Junta de Freguesia de Montalvão e do Centro de Apoio Social de Salavessa foi ainda fornecido um almoço aberto a toda a população para culminar este Sábado de Aleluia que teima em manter a tradição desta pequena localidade do concelho de Nisa.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Francisco Almeida demite-se de Presidente da Junta


A notícia é da edição desta semana do jornal "Alto Alentejo" e nela se dá conta da demissão de Francisco Almeida, presidente da Junta de Freguesia de Montalvão, eleito pela CDU.
De acordo com a informação veiculada pelo semanário, Francisco Almeida justificou a demissão alegando motivos familiares e de saúde.
O autarca já havia presidido ao executivo da Freguesia de Montalvão em anterior mandato, eleito pelo PS.